Gurgel tirava o máximo de cada projeto. Os G-800 começaram como uma versão a gasolina dos furgões elétricos. Com o passar do tempo ganahram quatro faróis quadrados e foram oferecidos num enorme quantidade de variações.

A Quatro Rodas de dezembro de 82 testou os G-800 no ano de seu lançamento. Os veículos são nada mais que os utilitários Itaipu como motor VW boxer, sugestão que a revista diz ter sido dela. Os G-800 vinham com cabine simples ou dupla (com acabamento interno melhor) e 1.100 kg de carga. A cabine dupla estava equipada com uma tampa de fibra na caçamba, transformando-o em um imenso porta-malas e também chamou atenção o enorme espaço para as pernas no banco traseiro, bem como o espaço da caçamba, sem obstáculos medindo 2,42 por 1,51 metros . O carro possui três portas (duas do lado direito) e como outros modelos da marca, vinha com a entrada de ar no teto, chamado pela revista de "um teto solar rústico"
O terceiro modelo do G-800 era Maxi-Taxi, idealizado para os serviços de transporte executivo e táxi. O comportimento do motorista é separado por vidro do dos passageiros e podia ser abaixado eletricamente. Os pasageiros contavam com um banco interirço para três pessoas e mais um banco escamoteável atrás do motorista. Interessante notar que o Maxi-Taxi é apresentado como um veículo de linha.





O Cruiser, de acordo com o repórter Paulo Facin, foi pensado em 1978 como um veículo para grandes viagens com a família e equipado com motor 302 V8 da Ford. Quando o primeiro protótipo ficou pronto em 1983 o veículo usava o boxer da VW como todos os outros modelos. O carro era um G-800 alongado 90 cm, com 3,10 de entre-eixos, quase 5 metros de comprimento, 1,63 de largura e 1,77 de altura e 1.200 kg. O gigante podia ter várias configurações e o do tinha no "salão" dois bancos para três passageiros frente a frente e uma mesa no meio. A produção era prevista para o segundo trimestre daquele ano, o que não aconteceu.



O catálogo de 1984 reproduzido no livro Gurgel: um sonho forjado em fibra, nos apresenta o G-800 como um veículo misto trabalho-lazer. Não foi sem motivo que o carro não foi sucesso no segmento de pick-ups de lazer. Em uma época de grande opções de carros de trabalho transformados em veículos de luxo, o G-800 era produzido nas versões LE mais simples, com um acabamento muito espartano, pobre mesmo e Luxo, que não mudava muita coisa. Como outros veículos da marca, o chassis era Plasteel com garantia de 100 mil km, possuía selectraction e as tomadas de ar no teto. Pode levar 1.100 kg de carga na caçamba e no interior (o banco traseiro é removível). Era oferecida nas versões CD (cabine dupla) e CS (cabine simples, com ou sem laterais), e com tampas de lona ou fibra para a caçamba, além do módulo de carga, um furgão, bombeiro e manutenção. Nesse ano o carro sofreu algumas mudanças, a mais importante os quatro faróis quadrados no lugar dos dois redondos, além de novos bancos, volante, para-choques e limpador de para-brisa com duas velocidades.

O folder de 1986 não traz nenhuma mudança na linha.

O catálogo da Gurgel comprova que o G-800 é com maior quantidade de variações, podendo vir nos modelos CD, CS com ou sem laterais, ambas podendo ter capota de lona (alta ou baixa) ou fibra na caçamba, furgão (com módulo de carga), bombeiro, coleta de cães, polícia, IML, ambulância e emergência. O texto não cita, mas nas fotos aparece um Máxi-Táxi (sic), uma versão especial de passageiros e um transporte de valores.